
Meu primeiro contato com o crochê foi através de uma tia, que fazia tapetes, biquinhos nos panos de prato e toalhas delicadas para enfeitar a casa. Eu admirava o trabalho dela, mas, naquela época, não imaginava todas as possibilidades que o crochê poderia oferecer. Tudo mudou em 2017, quando tive a oportunidade de assistir a uma aula de Amigurumi em um ateliê onde estava fazendo outro curso. Fiquei encantada com aquelas pequenas e charmosas criações e, de repente, um novo mundo se abriu para mim. A professora era a talentosa Ana Paula Miyague, da @anacraftbox, e sua paixão pelo crochê me inspirou tanto que decidi ter aulas com ela.
A Ana foi uma professora incrível e, até hoje, mantemos contato. Ela me ensinou os fundamentos do crochê e, com paciência e dedicação, ajudou a transformar minha curiosidade inicial em uma verdadeira paixão. Tenho muito carinho por uma das minhas primeiras peças, que vou compartilhar aqui no blog.
O que é Amigurumi?
Se você já se deparou com aqueles encantadores bonequinhos de crochê em formatos de animais, personagens ou objetos, provavelmente viu um amigurumi. A palavra amigurumi vem do japonês e é a junção de duas palavras: “ami” (tecido ou malha) e “nuigurumi” (bicho de pelúcia ou boneco costurado).
Basicamente, o amigurumi é uma técnica japonesa que utiliza crochê (ou, às vezes, tricô) para criar pequenos bonecos e figuras tridimensionais. Essa arte combina criatividade e habilidade, permitindo criar desde bichinhos fofos e personagens de histórias até itens decorativos e funcionais.
Primeiros passos no crochê:
O início é sempre desafiador, como em qualquer coisa nova que começamos. Os primeiros pontos eram tortos e desajeitados, e lembro-me de não saber como segurar a agulha ou controlar a tensão do fio. Para complicar ainda mais, eu não fazia ideia da enorme variedade de tipos de fios disponíveis, cada um com características diferentes, como textura, espessura e elasticidade. Era um mundo novo e, ao mesmo tempo, intimidante.
Minha primeira peça foi um pequeno amigurumi, e posso dizer que ela está longe de ser perfeita (vou mostrar a foto para vocês!). Cada ponto carrega uma história de tentativa, erro e aprendizado. Foi um verdadeiro exercício de paciência e persistência. Na época, eu não tinha tanta experiência e precisei desmanchar várias vezes antes de conseguir um formato minimamente aceitável. Mesmo assim, ao final, aquela peça me encheu de orgulho porque era um reflexo do meu esforço e da minha vontade de aprender algo novo.
Durante um tempo não tinha coragem de me aventurar em projetos diferentes do Amigurumi, ainda não sabia ler os gráficos e não tinha claro alguns conceitos. Mas comecei a ver muitos vídeos na Youtube e comecei me aventurar em peças de vestuário. As primeiras não saíram perfeitas, longe disso, rs. Mesmo assim continuei persistindo e aprendendo técnicas diferentes e também como calcular pontos vs minhas medidas. E depois de muita prática veio a primeira blusa que ficou bem no corpo e que continuo usando até hoje.
Aquela máxima que a prática leva à perfeição mas no caso de kurafuto, acredito que a prática nos leva a perceber que tudo vai ficando mais fácil com o passar do tempo, não significa que vc não vai errar, sim isso vai acontecer e você vai ter que desmanchar algumas vezes. Mas a pratica me levou para querer aprender mais, conhecer outras coisas, tentar novas peças e conhecer outras professoras também.
Além de amigurumis e blusas, já fiz mantas, tapetes (sim, iguais aos que minha tia fazia) e necessáries. Hoje em dia deixei o Amigurumi mais de lado e me tenho feito mais peças de vestuário como blusas, saias, tops. Os projetos mudaram, o conhecimento aumentou, as linhas também rs. Mas sempre descubro coisas novas, projetos novos, desafios diferentes e novidades.
Se eu pudesse voltar no tempo e me dar conselhos sobre isso, eu diria algo como: “não tenha medo de tentar, errar e refazer faz parte do projeto, não ficará pronto/perfeito na primeira vez, mas sem a primeira vez não temos como aprender”
E lembrem-se do primeiro post sobre Wabi-sabi, a beleza do imperfeito. Acredito que uma peça feita à mão tem uma beleza especial e as imperfeições são parte disso.
Por isso, não tenham medo de tentar, errar e refazer. É nesse processo que descobrimos nosso estilo, crescemos como artesãos e damos vida a algo verdadeiramente único.
Beijos e até o próximo post! Que suas criações sejam sempre repletas de amor, significado e, claro, muita criatividade. 💖✨